Se você trabalha em uma empresa que depende de sistema, internet e computador para tudo, provavelmente já passou por aquela situação clássica. O sistema trava no meio do dia e, logo em seguida, alguém perde acesso, o e-mail não envia e, consequentemente, todo mundo para esperando o TI resolver.
Esse cenário, aliás, é mais comum do que parece. E é justamente aí que surge uma dúvida importante. Afinal, vale a pena continuar com suporte de TI sob demanda ou, por outro lado, faz mais sentido ter uma gestão contínua?
Antes de qualquer decisão, é importante entender como cada modelo funciona na prática.
Quando o TI só entra depois do problema
Basicamente, esse é o modelo mais tradicional. Ou seja, quando algo dá errado, você aciona o suporte, o problema é resolvido e, depois disso, segue o jogo.
À primeira vista, pode até parecer suficiente. No entanto, com o passar do tempo, alguns padrões começam a ficar claros.
O problema quase sempre aparece no pior momento e, por isso, a equipe para, o cliente espera e a operação desacelera. Além disso, os custos variam e, muitas vezes, fogem do controle.
No fim das contas, a empresa passa a viver no improviso. Você não tem previsibilidade e, consequentemente, também não tem controle.
Quando a TI passa a prevenir
Por outro lado, existe um modelo diferente. Nesse caso, em vez de esperar o problema acontecer, a empresa começa a acompanhar tudo de perto.
Os sistemas são monitorados, as falhas são identificadas antes e, assim, os ajustes acontecem de forma contínua. Como resultado, a operação fica mais estável e os riscos diminuem.
Aqui, a TI deixa de ser apenas suporte e passa a fazer parte da estratégia. Ou seja, não se trata mais de correr atrás do prejuízo, mas sim de evitar que ele aconteça.
O que muda no dia a dia
Na prática, a diferença aparece rápido.
Enquanto, de um lado, o problema precisa acontecer para alguém agir, do outro, ele é tratado antes de impactar a operação. Dessa forma, a equipe trabalha com mais fluidez e, ao mesmo tempo, as entregas deixam de depender de urgência.
Além disso, a gestão passa a ter mais clareza sobre custos, riscos e desempenho. E, com isso, tomar decisão fica muito mais simples.
Qual caminho faz mais sentido
Depende do momento da empresa. No entanto, se a operação já depende de tecnologia para funcionar, então continuar no improviso começa a pesar.
Hoje, a TI não é mais apoio. Pelo contrário, ela sustenta o funcionamento do negócio.
Por isso, quando existe previsibilidade, existe também segurança para crescer.
No fim das contas
A diferença é simples.
Um modelo resolve depois.
O outro evita antes.
E, nesse cenário, não se trata apenas de tecnologia, mas sim de como a sua empresa opera todos os dias.
Para refletir
Se hoje a sua TI só aparece quando algo dá errado, então talvez você já esteja perdendo mais do que percebe.
Vale a pena olhar para isso com mais atenção.
Um diagnóstico bem feito, inclusive, mostra com clareza onde estão os gargalos e o que pode ser melhorado na sua operação.
